terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os efeitos de um corte de cabelo.

É engraçado escrever isto aqui agora, dessa forma. Ontem eu já estava planejando um texto com esse título, afinal hoje eu ia cortar o cabelo, e pretendia fazer algo realmente diferente. Sabia que os efeitos seriam bem significativos, afinal a mudança ia ser bem grande.
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Bem, os efeitos foram, realmente, bem significativos, mas por outro motivo. A mundança foi zero. Estou realmente decepcionada com a minha falta de voz perante ao estúpido cabelereiro bichona que colocou as mão no meu cabelo. "Eu quero algo diferente, que pareça que eu cortei, que de leveza e seja prático, sem restrições quanto ao tamanho, só faça seu serviço e me surpreenda" esperava algo maluco, não me surpreenderia sair dali com um corte doidão estilo "Emerita". Vinte minutos depois eu ouço: "Pronto". Não entendi, como assim pronto? O maldito filho da puta aparou as pontas, arrumou a franja e deu uma repicadinha na frente. Do MESMO maldito jeito que estava antes!
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Mas o que me dá mais raiva é que eu (euzinha), que paguei um absurdo pelo corte (esperando algo bem bacana), não falei nada. NA-DA!! Levantei, paguei, e fui embora. E agora estou cá no meu canto, morrendo de ódio do cabelereiro, do meu irmão e pais (que ficaram enxendo o raio do saco por causa da não-mudança), mas principalmente de mim. E é exatamente por essa raiva de mim mesma que eu estou fazendo esse drama todo por causa de um maldito corte de cabelo.
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Mudando de assunto. Acho que vocês perceberam que o nome do blogue mudou. Sim, eu PASSEI! Agora quem está escrevendo é uma aluna do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Tão lindo isso não? Agora eu sou uma universitária, e sinto que todo o esforço valeu a pena. Por mais que não seja reconhecido pelo meus pais ("Lara, seja honesta, você não estudou nada!" ¬¬'), eu mesma me reconheço, e estou mais do que feliz com meu presente de natal que não aconteceu! =)
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Não sei por que, mas tenho a leve impressão que os cinco melhores anos da minha vida acabaram de começar!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Procura-se.

Perdi minha inspiração. A danada fez o favor de sumir por um bom tempo. Apareceu um dia desses, de madrugada, não pude perder a oportunidade e acabei escrevendo o último post. É claro que perdi uma noite de sono, mas não podia deixar que ela escapasse sem tirar proveito da sua presença. Infelizmente, fugiu de novo.
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Agora fico me perguntando por onde ela anda. Com certeza com a criatividade, que também está sumida. Não sei por que elas não gostam de mim, e sempre fogem assim, ficando longe por tempos e tempos. E eu aqui, já coloquei aviso, ofereci recompensa para quem as encontrassem, chamei polícia, ficaram desaparecidas por tanto tempo, que até cogitei o fato de que elas pudessem ter sido seqüestradas. Não ligaram pedindo resgate.
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E quanto mais o tempo passa, mais elas fazem falta. Fico olhando alguns rascunhos antigos, pensando em publicá-los enquanto elas não dão o ar da graça, mas não, não é isso que eu preciso agora. Não publicar, e sim escrever. Se vocês por acaso as virem por ai, dando sopa, provavelmente tomando um sol em oldville, ou curtindo a neve na europa, avise, por favor.
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Espero realmente que elas cansem dessa brincadeira de gato e rato, e voltem logo para mim. Ah, e se alguém tiver alguma para me emprestar enquanto minhas queridinhas andam sumidas, eu aceito e de muito bom grado!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Para ler antes de viver.

Sempre vemos por aí livros e documentários que nos mostram o que fazer antes de morrer. Cem cidades para visitar antes de morrer, Mil filmes para ver antes de morrer, Cento e um livros para ler antes de morrer, e por aí vai. Mas eu nunca vi algo que nos falasse o que fazer antes de viver. Sei que existem milhões de títulos de livros por ai, e com certeza não conheço nem um milésimo do que já foi publicado nesse vasto mundo, mas mesmo assim tomei a ousadia (sim ousadia, afinal qual o conhecimento que eu tenho sobre livros, a não ser minha própria experiência com eles?) de fazer uma pequena lista de livros para ler antes de viver. É claro que gostaria de poder falar sobre todos os livros que marcaram minha vida, e consumiram minhas gostosas tardes na rede, mas resolvi escolher três. Podem não terem sido os que eu li com mais voracidade, ou os com os quais eu sonhava à noite com o livro aberto sobre o colo e os óculos ainda sobre os olhos fechados, mas com certeza cada um desses três livros marcou de uma forma especial.
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O Dia do Curinga foi algo completamente desconcertante para mim. Não me lembro muito bem da história, dos detalhes, mas isso pouco importa se o que o que for analizar sejam as sensações ao se ler esse livro. Era bem pequena ainda quando li, mas lembro perfeitamente de tudo que senti ao ler cada palavra do livro. A história envolvente fazia com que minha cabeça de criança se mantivesse atenta ao desenrolar do enredo, enquanto a mensagem trazida dentro dele, pouco a pouco se consolidava em minha mente infantil.
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Tenho certeza de que se pegasse novamente o livro para uma releitura (coisa que pretendo fazer em breve) as sensações seriam completamente diferentes e perfeitamente iguais àquelas que eu tive ao ler pela primeira vez. Não sou a mesma pessoa que era anos atrás, ninguém é. Mas todos guardamos resquícios do que fomos, e do que fizemos. E se, de alguma forma eu mudei daquele tempo para cá, esse livro fez parte da mudança, e faz parte do que sou hoje, e ao lê-lo novamente, mudarei. Novamente.
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Os Catadores de Conchas foi o nome do trombolho que peguei na biblioteca da escola para ler durante o feriado prolongado. Bem não deu certo, aquelas primeiras páginas não convidavam a continuar lendo o livro. Talvez não fosse a hora certa de lê-lo, afinal cada livro tem seu momento na vida de uma pessoa. Mesmo assim aquele tijolo sempre atraia meus olhos e às vezes minhas mãos, quando ia visitar o acervo. E um belo dia eu tomei coragem e resolvi levá-lo para casa.
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E que suprsesa. Nessa segunda tentativa as mais de mil páginas passaram suaves como folhas que caem das árvores em dias de outono. A história é, bem, estou sentada aqui há alguns minutos, olhando para a tela, tentando encontrar a palavra certa para descrever a história desse livro, nada. Totalmente desprovida de clichês, te faz preceber o livro em todos os sentidos. Envolvente e desnorteante, é um livro para ler e reler quantas vezes forem necessárias.
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A Cidade do Sol deveria ser vendido junto com um pacote de lenços, para os mais sensíveis com dois até. Não, eu não li "O Caçador de Pipas" para ficar ouvindo falar que os dois são iguais. Dos três presentes na minha lista, este foi o mais recente na minha leitura, e mesmo assim percebo uma grande distância entre o que fui ao ler e o que sou ao escrever agora.
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Definitivamente não é uma história alegre, intensa sim, alegre não. Não é aquele conto de fadas com que sonhamos quando pequenas, e que nos arranca suspiros profundos. Se tem algo que esse livro arranca, são lágrimas, até dos mais durões. Quanto aos manteigas derretida feito eu, preparem o balde, será choradeira em cada uma das páginas do livro. De felicidade ou tirsteza, não importa, de sentimento. Esse livro toca a alma, nos faz querer parar e pensar em tudo que tivemos, fizemos e vivemos. E nos faz querer mudar que vamos ter, fazer e viver. Realmente é um marco deifinitivo na vida do leitor.
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Bem, e por que eu considero que esses três livros tenham que ser lidos antes de viver, e não antes de morrer? Deixei bem claro que esses três livros são marcos na vida de qualquer um, mudam conceitos, visões, atitudes. E qual o intuito de mudar tudo isso antes de morrer? Não sabemos o que existe depois da morte, se existe alguma coisa, é claro. E como não sabemos, a única coisa que podemos fazer é não nos preocupar com isso, e sim com a vida, sabemos como ela é, o que existe em nós e ao nosso redor. Pois então digo que esses são livros para serem lidos antes de viver, para que as mudanças geradas por ele façam a diferença na vida do leitor, e aí sim, eles são de fato úteis.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Contrariando todas as previsões, 2009 chegou.

Chegou o natal, ou pelos aconteceu uma reunião familiar que chamaram de Natal. Imagem e Ação regado à Amarula, não, na minha terra isso não é Natal, mas tudo bem, já me conformei com a falta dele esse ano que passou.
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Chegou o final das aulas, e isso sim aconteceu. Depois de onze anos completos, meu pai me deixou na porta onde ele tinha me deixado pela primeira vez. Realmente esse dia mecheu comigo, olhar aquele colégio vazio, lembrando de momentos, conversas, brincadeiras. É o maior clichê falar isso mas um filme passou pela minha cabeça, lembrei de coisas que não queria, coisas que mesmo ruins sei que farão falta. Lembrei de coisas que nunca sairam da minha cabeça, coisas que farão mais falta ainda. E fui embora, chorando litros, já sentindo falta, não só do colégio, dos amigos, dos professores, mas dessa vida estudantil, onde a maior preocupação é tirar uma nota boa na prova final. Acabou, da forma mais inesperada possível, sem despedidas, mas acabou, e foi bom ter acabado. Existirão muitos mais últimos dias, e principalmente muitos primeiros dias.
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Chegou o final do ano, e isso parecia que não ia acontecer, como o Natal. Poucos parentes, casa de vó, pouca animação, sem fogos, sem amigos, sem luz, uma chuva fodida, um tédio. E realmente foi surpreendente. Tudo ótimo, até a tentativa frustada de fazer Alabama com refrigerante de abacaxi ao invés de soda limonada foi boa. E o ano finalmente acabou, coisa que parecia que só ia acontecer depois do dia 8. E tudo ficou para trás.
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E, contrariando todas as previsões, chegou 2009. E chegou com estilo, com muito estilo. Até o vestibular assusta menos agora, ainda deixa o frio na barriga, o medo de não passar. Mas o ano novo trouxe esperanças, confianças. E de quebra um tempinho para vir aqui atualizar o blogue. E já chega por hoje que amanha começam as provas. E vamos nessa, por que como diz papai: O importante é manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.