Sim, parece que o Natal esqueceu de chegar na minha casa esse ano. Vejo todos enfeites nas ruas, prédio e praças, canções entoadas nas rádios, presentes nas lojas. Parece que todos sabem que é natal, menos eu.
Desde pequena fui fascinada com essa época. Especiais de natal do Cartoon, filmes, músicas, enfeites. Ficava até às quatro da manhã arrumando as luzinhas para colocar na árvore (que hoje descobri que o problema era por que elas são ligadas em série umas às outras). Montava a árvore logo que acabavam as aulas, e tocava 'Jingle Bells' no piano (uma das únicas músicas que fiz questão de aprender direitinho).
Esperava ansiosamente o Papai Noel tocar seu sininho e entrar pela porta da sala da casa da vovó. Com aquele enooorme saco de presentes nas costas. Sabia que não era o Papai Noel de verdade (meu primo já tinha feito o favor de me mostrar meu presente escondido na área de serviço), mas mesmo assim, o fato de não saber qual dos famíliares representava aquele bom velhinho, sempre bem humorado, fazendo brincadeiras, era algo que animava todos os menores da família. Mesmo que não ganhasse muitos presentes, um ou dois, ficava feliz, só por ser Natal, uma época tão especial para mim.
O tempo foi passando, os presentes diminuindo, os primos crescendo, mas a magia continuava a mesma, um arrepio ainda surgia quando via os antigos desenhos de infância, ou quando ouvia "Rudolf é a rena, que tem o nariz vermelho". Finalmente descobrimos quem foi nosso Papai Noel, durante mais de dez anos. Depois de sua maravilhosa apresentação ao tentar pular a janela bebado e cair em cima do meu irmão, aposentou-se, e resolveram nos contar (aos mais novos) quem era. No ano seguinte outro primo fez o papel, mas já sabiamos de tudo, ajudamos na organização, para enganar a geração dos bisnetos, que ainda acreditam no bom velinho.
Esse ano não entrei de férias. Realmente foi um ano atípico, totalmente diferente de todos os outros míseros 17 anos que já vivi, em TODOS os sentidos. E me parece que mais uma atipicidade desse ano será a ausência do Natal. Não montamos a árvore, e mesmo depois de muito prometer e ensaiar, parece que não montaremos mesmo. Provavelmente não teremos mais Papai Noel, os primos já estão casados, alguns não vêm mais à festa, tem poucos pequenos, a fantasia já está velha e rasgada. Não vi Rudolf, e nenhum dos especiais de que eu tanto gostava (até acho melhor assim, já que me decepcionaria com as novidades da telinha). Não toquei Jingle Bells, aposentei o piano tem muito tempo.
Tudo isso por culpa de que? Bem, é dele claro. Do vestibular. Me faz passar as manhãs e tardes estudando, e quando tenho horário livre, eu estudo mais um pouco. A preocupação em ter que passar não me deixa sentir arrepios ao ver árvores e enfeites. O medo de uma reprovação fez com que o natal não chegasse para mim, logo o natal, minha época predileta do ano.
Mas isso tudo não impórta. Muitos natais virão, montarei árvores, verei meus desenhos infantis, e cantarei musiquinhas. E toda essa perda, irá valer à pena, por que passar no vestibular será o melhor presente de natal (que não aconteceu) que eu jamais poderia ganhar!
Desde pequena fui fascinada com essa época. Especiais de natal do Cartoon, filmes, músicas, enfeites. Ficava até às quatro da manhã arrumando as luzinhas para colocar na árvore (que hoje descobri que o problema era por que elas são ligadas em série umas às outras). Montava a árvore logo que acabavam as aulas, e tocava 'Jingle Bells' no piano (uma das únicas músicas que fiz questão de aprender direitinho).
Esperava ansiosamente o Papai Noel tocar seu sininho e entrar pela porta da sala da casa da vovó. Com aquele enooorme saco de presentes nas costas. Sabia que não era o Papai Noel de verdade (meu primo já tinha feito o favor de me mostrar meu presente escondido na área de serviço), mas mesmo assim, o fato de não saber qual dos famíliares representava aquele bom velhinho, sempre bem humorado, fazendo brincadeiras, era algo que animava todos os menores da família. Mesmo que não ganhasse muitos presentes, um ou dois, ficava feliz, só por ser Natal, uma época tão especial para mim.
O tempo foi passando, os presentes diminuindo, os primos crescendo, mas a magia continuava a mesma, um arrepio ainda surgia quando via os antigos desenhos de infância, ou quando ouvia "Rudolf é a rena, que tem o nariz vermelho". Finalmente descobrimos quem foi nosso Papai Noel, durante mais de dez anos. Depois de sua maravilhosa apresentação ao tentar pular a janela bebado e cair em cima do meu irmão, aposentou-se, e resolveram nos contar (aos mais novos) quem era. No ano seguinte outro primo fez o papel, mas já sabiamos de tudo, ajudamos na organização, para enganar a geração dos bisnetos, que ainda acreditam no bom velinho.
Esse ano não entrei de férias. Realmente foi um ano atípico, totalmente diferente de todos os outros míseros 17 anos que já vivi, em TODOS os sentidos. E me parece que mais uma atipicidade desse ano será a ausência do Natal. Não montamos a árvore, e mesmo depois de muito prometer e ensaiar, parece que não montaremos mesmo. Provavelmente não teremos mais Papai Noel, os primos já estão casados, alguns não vêm mais à festa, tem poucos pequenos, a fantasia já está velha e rasgada. Não vi Rudolf, e nenhum dos especiais de que eu tanto gostava (até acho melhor assim, já que me decepcionaria com as novidades da telinha). Não toquei Jingle Bells, aposentei o piano tem muito tempo.
Tudo isso por culpa de que? Bem, é dele claro. Do vestibular. Me faz passar as manhãs e tardes estudando, e quando tenho horário livre, eu estudo mais um pouco. A preocupação em ter que passar não me deixa sentir arrepios ao ver árvores e enfeites. O medo de uma reprovação fez com que o natal não chegasse para mim, logo o natal, minha época predileta do ano.
Mas isso tudo não impórta. Muitos natais virão, montarei árvores, verei meus desenhos infantis, e cantarei musiquinhas. E toda essa perda, irá valer à pena, por que passar no vestibular será o melhor presente de natal (que não aconteceu) que eu jamais poderia ganhar!
