(Ai está a foto do que eu perdi na madrugada de antes de ontem, ainda bem que existe internet, pena que não vi pessoalmente)
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Bem, agora são duas horas da madrugada do dia 24 de fevereiro, segunda-feira de carnaval, e eu estou deitada na espreguiçadeira que fica no quintal da casa de minha avó, no interior de minas. É lógico que aqui não tem internet, então só postarei esse texto no blogue quando voltar para casa. A pergunta do momento é o que estou eu fazendo, em pleno carnaval, dentro de casa, e no quintal, ainda por cima esse horário.
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Quem me dera vocês pudessem ver o céu que eu estou vendo, todo salpicado de estrelas. Sem via de dúvidas vi a estrela mais bonita de toda minha vida hoje. Parecia uma estrela daquelas que criança desenha, com cinco pontas, cintilando de diversas cores diferentes, azul, amarelo, roxo, vermelho, verde, e ela pegava fogo. E o que mais me fascina é saber que ela provavelmente não existe mais, e que o espetáculo que observo aconteceu realmente a milhões de anos atrás. E as estrelas cadentes? Um risco no céu, um rastro de fogo, um meteorito incendiando ao entrar na atmosfera terrestre, muito mais do que isso, inúmeros sonhos e fantasias de criança, pedidos, desejos.
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O objetivo disso tudo? Conseguir ver o cometa, que dá o ar da graça somente de 26 em 26 anos, diz o jornal, que com duas caudas, e verde. Mesmo cansada depois de ter voltado do carnaval de rua a pé, dependurei-me em cima do muro, agarrada ao mastro que sustenta a tenda do quintal, e lá fiquei, esperando ansiosamente o tal cometa, que parece não muito afim de passar por aqui. Todos já desistiram de esperar, estão deitados, e eu aqui, claro que não mais em cima do muro, o frio, o pé e a coluna não me permitem, mas ainda aqui, tavez até às cinco, quem sabe. Enquanto espero, que tal escrever um pouco? Seria loucura dizer que esse céu não me inspira.
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É incrível como as coisas tendem a ser boas quando nada sai como o desejado, e quando parece ter dado tudo errado. Não estava nos meus planos passar o carnaval com meus pais e tios, na casa de meus avós, numa pequena cidade do interior, definitivamente. Uma vez aceito o destino cruel, até acreditei que poderia ser bom, encontrar meu amigos que há tempo não via, aproveitar o carnaval com eles, as festas e bares daqui. Ok, foi-se a época em que threepoints era uma cidade bombante, mas ainda existem resquícios dos anos que passaram, das festas à fantasia, e das madrugadas na praça da matriz jogando conversa fora. Pois bem, infelizmente a galera viajou e a cidade estará vazia. Certo, e porque não levar uma amiga comigo? Afinal, lugar no carro e aqui em casa é o que não falta. E novamente, nada feito, convites feitos em cima da hora. Restaram-me então as compras, sim, tudo aqui é baratíssimo, e ainda mais em época de promoção, voltaria com a mala bem mais cheia, certo? Errado, maldito feriado, e todas as lojas fechadas. Cinco mulheres andando pelas ruas vendo as vitirines das boutiques fechadas, realmente deve ter sido uma cena muito engraçada, pena que não tinha ninguém na cidade para apreciá-la. Restou-me então o carnaval de rua com meus primos. E mesmo esse causou-me problemas.
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E apesar de tudo isso, digo e repito, meu carnaval foi e está sendo ótimo, que nem os quilos a mais, devido a toneladas de cerveja, churrascos, doces, hamburgueres, biscoitos, e refrigerantes, atrapalham. Um carnaval com direito à revista policial nos dois dias de rua, uma acusação de desacato à autoridade por parte de um pm filho da puta que não gostou da minha cara, desfile de escola de samba com passitas que tinham acabado de voltar da guerra, pessoas com os cabelos mais diversos que eu já vi, spa, banho de chuva, vila sésamo, noites estreladas, e muito, muito mais. Mas o que realmente me fez ganhar esse carnaval, foi a cara do meu pai sendo revistado na entrada do desfile. Nunca vou esquecer essa cena, sério.
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Infelizmente acho que está na hora de me deitar, o céu fechou, não vejo mais estrela alguma, e com certeza não verei o cometa. Quem sabe em 2035 eu consiga ve-lo, e com certeza lembrarei de hoje, e desse carnaval, que longe está de ser um dos melhores, mas com certeza foi muito bom.
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Bem, agora são duas horas da madrugada do dia 24 de fevereiro, segunda-feira de carnaval, e eu estou deitada na espreguiçadeira que fica no quintal da casa de minha avó, no interior de minas. É lógico que aqui não tem internet, então só postarei esse texto no blogue quando voltar para casa. A pergunta do momento é o que estou eu fazendo, em pleno carnaval, dentro de casa, e no quintal, ainda por cima esse horário.
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Quem me dera vocês pudessem ver o céu que eu estou vendo, todo salpicado de estrelas. Sem via de dúvidas vi a estrela mais bonita de toda minha vida hoje. Parecia uma estrela daquelas que criança desenha, com cinco pontas, cintilando de diversas cores diferentes, azul, amarelo, roxo, vermelho, verde, e ela pegava fogo. E o que mais me fascina é saber que ela provavelmente não existe mais, e que o espetáculo que observo aconteceu realmente a milhões de anos atrás. E as estrelas cadentes? Um risco no céu, um rastro de fogo, um meteorito incendiando ao entrar na atmosfera terrestre, muito mais do que isso, inúmeros sonhos e fantasias de criança, pedidos, desejos.
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O objetivo disso tudo? Conseguir ver o cometa, que dá o ar da graça somente de 26 em 26 anos, diz o jornal, que com duas caudas, e verde. Mesmo cansada depois de ter voltado do carnaval de rua a pé, dependurei-me em cima do muro, agarrada ao mastro que sustenta a tenda do quintal, e lá fiquei, esperando ansiosamente o tal cometa, que parece não muito afim de passar por aqui. Todos já desistiram de esperar, estão deitados, e eu aqui, claro que não mais em cima do muro, o frio, o pé e a coluna não me permitem, mas ainda aqui, tavez até às cinco, quem sabe. Enquanto espero, que tal escrever um pouco? Seria loucura dizer que esse céu não me inspira.
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É incrível como as coisas tendem a ser boas quando nada sai como o desejado, e quando parece ter dado tudo errado. Não estava nos meus planos passar o carnaval com meus pais e tios, na casa de meus avós, numa pequena cidade do interior, definitivamente. Uma vez aceito o destino cruel, até acreditei que poderia ser bom, encontrar meu amigos que há tempo não via, aproveitar o carnaval com eles, as festas e bares daqui. Ok, foi-se a época em que threepoints era uma cidade bombante, mas ainda existem resquícios dos anos que passaram, das festas à fantasia, e das madrugadas na praça da matriz jogando conversa fora. Pois bem, infelizmente a galera viajou e a cidade estará vazia. Certo, e porque não levar uma amiga comigo? Afinal, lugar no carro e aqui em casa é o que não falta. E novamente, nada feito, convites feitos em cima da hora. Restaram-me então as compras, sim, tudo aqui é baratíssimo, e ainda mais em época de promoção, voltaria com a mala bem mais cheia, certo? Errado, maldito feriado, e todas as lojas fechadas. Cinco mulheres andando pelas ruas vendo as vitirines das boutiques fechadas, realmente deve ter sido uma cena muito engraçada, pena que não tinha ninguém na cidade para apreciá-la. Restou-me então o carnaval de rua com meus primos. E mesmo esse causou-me problemas.
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E apesar de tudo isso, digo e repito, meu carnaval foi e está sendo ótimo, que nem os quilos a mais, devido a toneladas de cerveja, churrascos, doces, hamburgueres, biscoitos, e refrigerantes, atrapalham. Um carnaval com direito à revista policial nos dois dias de rua, uma acusação de desacato à autoridade por parte de um pm filho da puta que não gostou da minha cara, desfile de escola de samba com passitas que tinham acabado de voltar da guerra, pessoas com os cabelos mais diversos que eu já vi, spa, banho de chuva, vila sésamo, noites estreladas, e muito, muito mais. Mas o que realmente me fez ganhar esse carnaval, foi a cara do meu pai sendo revistado na entrada do desfile. Nunca vou esquecer essa cena, sério.
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Infelizmente acho que está na hora de me deitar, o céu fechou, não vejo mais estrela alguma, e com certeza não verei o cometa. Quem sabe em 2035 eu consiga ve-lo, e com certeza lembrarei de hoje, e desse carnaval, que longe está de ser um dos melhores, mas com certeza foi muito bom.

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