segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Vai estudar vagabunda!

Acredito que seja o menor intervalo entre postagens que vocês verão aqui. Mas eu realmente tenho que fazer algumas observações.

Bem o vestibular foi ontem né? Eu chego lá, os portões ainda fechados, galera quieta, eu ficava imaginando que que cada um estava pensando, sentindo naquela hora. Tinham alguns grupinhos de dois três no máximo, conversando animadamente, alguns altistas [tipo eu] parados sozinhos olhando, andando de um lado para o outro, uns neurados com apostilas estudando (helloooo! minha filha! falta uma hora pra prova, você não vai aprender nada agoraa!). O povo era estranho, mas eles iam fazer arquitetura, pessoas que fazem arquitetura são estranhas, como me disse um pai outro dia: "Ah, arquitetura, a mais doida da turma, despojada" OK. Meu filho, não pedi sua opinião sobre o MEU curso, tá? Como se eu fosse assim. (Ahaaaaaam)

Finalmente as portas se abrem. "Direita, esquerda, esquerda, e sobe até o terceiro andar" ok, obrigada. [Direita], *uhm que corredor vazio* GUILHERME! Eu não acredito! Meu primo! De fiscal! Desesperadamanete [e com o pé mais que fodido, talvez um dia eu fale sobre meu pé aqui] eu corro até ele e o abraço, forte, tentando substituir o abraço que eu NÃO ganhei dos meus pais antes de ir fazer a prova. "Lara, me larga ou eles me tiram daqui!" Ok, só quero saber como eu chego na minha sala. Pois bem, a vadia da porta me mandou pro lugar errado. Acho a sala, e, finalmente, e meu lugar. Curiosa como sempre, vou ver o nomes dos meus coleguinhas de carteira. Larissa, Larissa, Kiasuhiusdah (ou algo parecido, depois descobri que era um nome masculino), Henrique, Henrique... Henrique... AH NÃO! Cara, meu colega de sala! Do meu LA-DO! Puta coincidência meo! Não acreditei! Tipo assim, ele nem é meu amigo, mas ter um santoantoniano ao lado, alguém conhecido, relaxa né galera? Ter alguém pra conversar e tudo mais... Tá, ok... Conversa vai conversa vem. Recebemos a prova, agora é sem conversa né. E nada da prova começar. Não sei quanto tempo se passou, imagino que tenham sido uns quarenta minutos, sei que minha mente abstraiu completamente durante esse tempo. Devo até ter dormido e não ter percebido, tava bem grog, tava pensando em tudo e nada ao mesmo tempo. De repente, aquele susto, de pular da cadeira. Aquela sirene fodida. Parecia mais sirene de presídio, informando que a hora ao ar livre tinha acabado (como se eu já tivesse ido em muuuitos presídios para saber como é a sirene, beeijos!).

Podem ficar tranquilos, não vou ficar descrevendo as questões aqui. Só sei que quando eu sai, não tinha a mínima idéia de como tinha ido. E nem ia ficar me preocupando com isso, não podia fazer mais nada, só esperar o gabarito. Finalmente eu consigo convencer meus pais a ir ao Pátio. Eu estava necessitada de pessoas, e principalmente de um hamburguer super gorduroso! (muito tempo sem comer besteira dá nisso) Pessoas, muitas pessoas, Aline! Tá chega de coincidências, têm acontecido muitas nesses últimos dias.

Mais tarde em casa, o site da Copeve (um bando de fdp) não abre. Finalmente consigo abrir o gabarito. Querem saber como causar um ataque cardíaco triplo (em você mesmo e em seus pais)? Tipo, muito fácil. Faz assim, corrija sua prova, já veja que você afundou em matemática e não foi bem nas outras. E na hora de somar tudo, esqueça a maior nota. Pronto, viu como é facil? Meo! PIREI na hora. Com aquela nota eu não passava nem pra biblioteconomia (tá, eu exagerei um pouco). Depois de ouvir minha mãe xingando e mandar um "cala a boca" que nem meu pai reclamou comigo (desculpa mamãe, mas você mereceu!), eu resolvo olhar praquele pedaço rosa -argh!- que tinha fodido com minha vida. Dez, com cinco, quinze, mais seis, vinte e um, com seis, vinte e sete, mais tres (que vergonha) trinta, mais seis, trinta e seis, com sete, QUARENTA E TRÊS! Tipo, uma vergonha, principalmente minha nota [mínima] em matemática, depois de onze anos em um colégio considerado um dos melhores, eu tiro menos que setenta por cento? Mas tudo beem! Quem se importa? É mais que o suficiente para passar para a segunda etapa do curso de Arquitetura da UFMG. [UHUUL! o/ Tocaê! ]

Mesmo assim, me surpreendeu. Pensei que fosse melhor. Por mais que eu tenha deixado para estudar de ultima hora, eu peguei pesado, tava estudando até de madrugada e deixando de comer (balança agradece!), mas tudo bem, não importa a nota e sim passar né?

Agora é esquecer todo o resto de vida que eu pensava em ter, e enfiar a cara nas malditas apostilas do Herbert. Vai estudar vagabunda!

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